segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quiça um toco de cor


Cores da noite
E o cinza das nuvens na manhã
Quiçá ao meio dia
Um toco de amor
Toque pra tacar tinta
Pra borrar este vaso
Quem sabe, sei lá!
Manchar de amarelo a tarde
Vazar um tanto de cor.

sábado, 27 de junho de 2009

Oxigenando



Queria me lembrar, se fosse possível, como se escreve. Mas partindo de que tantas coisas aprendi e muitas delas parecem me fugir – nuvem que diz que vai chover, mas só diz –pode não ser tão simples . Acho que talvez encontre em algum momento perdido nas linhas, a sensação de que encontrei. Encontrei... Como se pode encontrar algo que nunca teve posse? Pensando em posse, lagos e poças, a vida me faz cair em varias poças ou sou eu que caio, ops , caiu ( meu nome é um quase verbo ) em inúmeros laguinhos pretos e borbulhantes. Eles Borbulham, mistérios rostos irreconhecíveis e uma ou outra mascara do drama e da comédia ainda luminosas no meu guarda-sonhos. Perdido mais a direita uma seta cheia de curvas tão perdida quanto eu quando penso que estou certo de algo. E as frases parecem apenas aves, ora bolas e bolas novas. Frases que caem como prazer como desfazer de filhos e filhas gerados de um ser grávido de sentir-meros-amores.
Uma respiração mais pausada e ai se fazem uma nova interrogação, mais um cadê. Cadê o que?
Se soubesse não estaria aqui tentando me perder, enfim perder-se.... A minha escrita poderia dizer: - penso que seja perto de ser isto. E penso, a sensação de estar perdido é o que traz os cantos de riso na ponta do peito que brota o gozo – e bem gozado! Nesse meu mundo que tento lambuzar dessas substâncias desencontradas (da tabela química) Vou dizer!: - Eu, eu entendo que aqui posso ser um eu que não decifrei , que não reconheci em mim como completo de si. Alguma coisa a parir, mas sem a necessidade de cesariana, pode rasgar mesmo. Na minha concepção a dor também contem prazer assim como o inverso é idem.
Meus caros amores prenunciados em outros e demais lugares por La, cá e não sei de fato onde. Roubei muito tempo, e a tempos que não sento aqui, a tempos não corri tanto em tão pouco tempo, podia haver uma parada mas não aceitei o pit-stop preferi para no guard raill. A vida de fato pode correr léguas e nem permitir que se oxigene o coração.
Uma metralhadora com calibre desajustado tenta se ajustar – sou uma arma de calibre grosso, não uma sniper.

Deixei umas pedras no caminho, eu sei, mas (aqui) em mim não é historinha de livro dito para crianças, não tem João nem Maria e talvez também não se tenha um rastro de grãos para encontrar o que foi (vamos dizer assim) deixado, jamais esquecido, se vale dizer.
E essa madrugada eu sei faz mal pro meu corpo, o cansaço anuncia às pálpebras e de polpa e sem vento os minutos correm como formigas que nunca estão sós. Meu coração também nunca procura ir só. Busca ainda que não se precisasse a minha própria companhia ou do meu amor, que desde que me lembro nunca foi ausente ainda que se mude sua face ou espécie.Penso.
Aqui tento extrair algo que ainda não atinge e que tenho quase a convicção, não atingirei. Um sonho perdido no calabouço de labirintos que recrio e transformo sempre em cenário que venham calhar ao meu paladar. Às vezes rosas me agradam mais,podem também mascaras, punhais e gotas de sangue que derramo. Encho meu enorme lençol branco de rosas, gotas de orvalho, água,um figurino dum personagem teatral, um casaco de um amigo, um cachecol de uma amiga, um batom, só pra guardar no bolso, de manteiga - de – cacau. – meus lábios são finos e sei que o sangue não custa muito a escorrer.
Sei que deixei, o nariz de palhaço, a bromélia que nunca existiu, o amor que sempre senti, o calor que nunca perdi, o pavor e o masdoquismo que sempre tive da solidão, o cinza e o amarelo de todo texto; Todos numa carta que o destinatário é o remetente. Quem vê partindo não sabe o destino, quem vê chegando não conhece o envio. Apenas obtenho somente as silábas e as virgulas, os pontos finais porem não os tenho ainda. Os pontos são tecidos de todos tecidos meus e muitos outros que nunca serão completamente meus, e nem assim desejo que fossem. Afinal. Queria ter as estrelas, mas se as tivesse, seu brilho não veria no céu. Ou talvez não houvesse céu...

domingo, 5 de outubro de 2008

Uma parte

É claro que tudo tem um começo um fim ou de alguma maneira a junção desses cacos. É claro que todo inicio, tenderia a um fim perpassando por um meio.

Não sei aonde meu meio ou inicio começou nas partes composta por mim, não sei qual momento tive consciência que uma qualidade chamada ar circula por minhas narinas, não sei quando ao certo tive consciência de que quase tudo que desaprendi aprendendo na escola era apenas um não mero ensinamento de que não se aprende nada realmente respirante pelo caminho que a locomotiva segue, a menos que já se esteja dentro dos trilhos de fora. Sei que um quase tudo do nada eu sei. Sei que não sei quase todos os nadas do tudo. Sei ou não.

A vida um imenso mar desesperador de um mundo, não este, outro. Uma atmosfera intra-orgânica, intrameucorpo. e ai esta bola chamado eu tensa se corresponde com alguma coisa distante ou clara que possa tocar . Um momento. – isso aqui me parece uma... Uma qualquer coisa perdida, com sentido sim, mas não que deveria ser escrito, é preciso perder-se para poder encontrar. Isso, buscando a irracionalidade talvez chegue a algum lugar, ou o algum é nenhum mesmo e a natureza não inverte ordem. De verdade sei que sinto algumas coisas perdidas – perdidas não, e nem coisas. De fato inconscientemente e sem controle largadas, é : matérias com massa e espírito, ao invés de coisas. Em algum momento do que não consigo escrever, o lento pulsar que as horas podem se perder todas, e nada conseguir extrair. As vezes seja momento de dormir um pouco, ou arriscar madrugada a dentro em busca de algo que não conheço ou ao encotro de algo que perdi nalgum canto, graccista? Hum... Ai ai.

È verdade estava ali, sentado , mais cabelo do que rosto, menino magro roupa bagunçada, olhar de quem tenta. O quase, talvez... três, duas ou cadeira nenhuma. O dialogo (controle de não largar-se ao nada logo, segurar. Só mais um pouquinho, diria Quintana) uma abstração que possa dela extrair longos minutos ou curtas horas de papo jogado pra dentro. Ali. Silêncio poucas palavras um imenso de espaço, um curto ou longo cochilo. Olhos de novo abertos, bocas e corpos de novo fechados, cochilo longo ou curto? Depois um ou dois tiros feitos de letras nas pontas de armas dentadas, e escapuliu-se finalmente um novo dialogo cortante porem com a leveza que pousa uma gota na folha ainda verde; o ultimo eu acho.

Em pouco tempo a imersão num mundo desconhecida, a vitoria do descobrir-se novamente nova-mente uma mente nova, novamente alguém ou algo foi deixado, desta vez, o meu time , e nao o outro, saiu de campo. Lágrimas enxugadas com pano de risos, de cores. Lágrimas doces derramadas sobre doces lágrimas. A o que não vi, a o que não vejo, sempre haverá.

Rolei por um rock roll ou troço-coisa loki. Subi numa bossa, ou coisa de rippie. No meio desse transviado mundo que ta cheio de desconhecidas fases, cavei outra, outra face. Encontro claro ao topo do túnel algo que não consegui identificar por muito tempo, talvez ainda hoje não faça. – falta de habilidade minha ou a graça de estar sempre Quase. Rose, rose era a cor, um picadeiro rose, um imenso e liso pano branco, bailarinas dançado sem sapatilhas, pés de colo, sem calçinhas ou sutiãs, sem mentiras ou verdades, só construções de possivelmente uma correta incerteza.

Não estive mais naquelas sombras mais coloridas que já vi, que já senti! Sombras o caralho, o caralho! Pastas, espécie pastosa, nao nao; densamente líquida, pois é; feitas de uma tinta multiconfeccionada. Uma timidez tão bela que não pude esquecer. –tímido mais falante. Era, era sim um debruçar tão livre, tão livre, que... Que... Chega, palavras, palavras, não não sei de palavras, não sei, talvez um dia aprenda soletrar matéria, desenhar liquido. Quando fizer isso vou pra lua, darei um chute na bunda de cada um, de cada um que vier comigo. Mas a lua de tão pequena só comporta um, um apenas. Por isso quando eu for, abaixarei minha bunda para que me chutem, e, portanto assim sempre se chega à lua, depois deço e no dia seguinte, outro fará o mesmo ritual.


Assim correm meus fluxos de orgasmos mentais, mesclo o rose, o tímido falante. A matéria não acompanha o escorrer da gosma, infelizmente. Portanto a concretização fica por conta da pré-imateria/ultra-mateira/imaterial. Assim por exemplo realizo-me num dialogo ou, enfim num monologo.


Ficar mudo como parede que calada geme numa dor que indispõe usar de tudo que se pedia, ficar mudo como parede virgem, insegura de não conseguir gerir os tentáculos duplos, triplos. Enfim comer pelas bordas, pelo meio o preto o azul o e o branco, talvez um dia todos juntos.

sábado, 19 de julho de 2008

Esses cachos



Minha menina

Os cachos dos cachos


Aros armado jurados que nunca terminaram. Que nunca findarão. Cordão melado de cor, fodido de amor.


Ah, verão de sopro de corpo dourado no fim de algum lugar não pontilhado.]


Sumido achado os cachos ao longo de um canto qualquer quarelado.


Ah esses cachos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Merdinha de Brilho


Ah, meu dia foi um esterco pintado no fim da tarde.
No fim da tarde, verdades.
No fim das letras saudades
No meu pensamento, ah que merda
Parecem aves
Hoje minha tarde foi uma pintura de esterco, de merda, de coco ralo escorrendo pelo vazo sanitário... Ah que nojo. Minhas atitudes, minhas insanas atitudes. Ou melhor, a falta delas, a falta de foco na verdade, sendo mais preciso, sendo mais exato, sendo – vou tentar – um pouco mais chato.
Eu corro-ando-caminho no mesmo rolo, na mesma volta em uma mesma roda. Não, não na mesma roda não. Mas sinto ( ah que mania ) que meu tiro é muito prazeroso e parece acertar sempre - quase um alvo novo, só parece que – um problema, tava demorando – não vou conseguindo, enfim, o que desejo, busco e ate pareço me esforçar para, ate parece que estou conseguindo....e distante de novo, e sozinho-vago de novo, e bolso vazio de novo. E um novo com momento de nojo, e pontas, e pontas pegando fogo. E chega desse pensamento que vem em poesia, dessa vida que teima em ser prosa, dessa minha rosa invisível que não me toca. Desse menino que não chora que tenta. Não chora.... Esse rosto no escuro. Essa luz com cores momentâneas (parece que tem validade)... E derepente chega de encanto! Chega de desejo E não tenho uma porra de conquista, de busca no que amo, quase. Por que a minha merda de brilho tem uma merdinha de validade do tamanho do meu cú. Do tamanho da porra da merda que sai do cú.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Viajem, vem.


Vem. Vemm.Vem cá. Deixa esse ventinho entrar, deixa essa silaba solta no ar passar, atravessar.
Vamos voar. Os olhos fechados seguros e livres como uma bailarina que dança sem sapatilhas no escuro. Os braços longos, o corpo (aaihm) nú. Nú com as costas tortas. E o seio da alma fora.
Sê que?... Vem viaja no meu corpo-mente-mundo (palavras?). A viajem hahahhahaa. A porta ta aberta, escancarada... Antes que feche.
Líquido, sente, fino, leve. Gosmento... Delicioso. Escorrendo pelo corpo pela mente, dentro, as pontas dos dedos esticados como teclas de piano.
Uma pequena energia
Um pequeno gozo
Um pequeno garoto torto, tonto.
Um pequeno gozo

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sabe meu amor


Eu vou assim pregando peças na vida, pregando pregos no teto do olho do cú. E a onda vai assim leve, não não não leve não. Correndo, rajada de sopros de estragos no ar, de arrombos. De tombos. E meus olhos tontos loucos e livres. Assim como eu como o mundo da vida.
E vão dar risada e, vou rir junto desse tombo na folha , desse soco na tonta da letra. Ai de mim, óh, não sei escrever e viajo dentro de mim. E Mutantes, bonequinhos mágicos fazendo som no meu ouvido. Destruindo meu estado são e controlado, fraco, limitado. Alias falando em fraco, assim eu me sinto o mais fraco dos fortes assim escrevendo, rasgando as paginas minhas da alma de todos meus amores. Eu vivo vestindo nariz de palhaço vermelho na ponta do umbigo. No fundo-fora dos olhos o brilho negro misturados com os tons vivos , amarelos roxos, e vermelho,e vermelho e sangue. A eu continuo então, vo caminha na roda da rua, vo dançando no meio fio da calçada dançando na chuva magra e esguia. Assim como meu esqueleto mal feito e mal mal mal acabado. Ahh entra assim, hu-hu hu-hu-hu. E abandono. Vai acordar chovendo amanha. Amanha a vida chova e eu canto no meio dia .
Sabe meu amor descer assim escorrendo por dentro e por fora do meio do todo rasgado , e luz e gozo e dor da flor, do amor que surge da palavra da alma. Da calma da raiva da calada língua cortada.