domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sabe meu amor


Eu vou assim pregando peças na vida, pregando pregos no teto do olho do cú. E a onda vai assim leve, não não não leve não. Correndo, rajada de sopros de estragos no ar, de arrombos. De tombos. E meus olhos tontos loucos e livres. Assim como eu como o mundo da vida.
E vão dar risada e, vou rir junto desse tombo na folha , desse soco na tonta da letra. Ai de mim, óh, não sei escrever e viajo dentro de mim. E Mutantes, bonequinhos mágicos fazendo som no meu ouvido. Destruindo meu estado são e controlado, fraco, limitado. Alias falando em fraco, assim eu me sinto o mais fraco dos fortes assim escrevendo, rasgando as paginas minhas da alma de todos meus amores. Eu vivo vestindo nariz de palhaço vermelho na ponta do umbigo. No fundo-fora dos olhos o brilho negro misturados com os tons vivos , amarelos roxos, e vermelho,e vermelho e sangue. A eu continuo então, vo caminha na roda da rua, vo dançando no meio fio da calçada dançando na chuva magra e esguia. Assim como meu esqueleto mal feito e mal mal mal acabado. Ahh entra assim, hu-hu hu-hu-hu. E abandono. Vai acordar chovendo amanha. Amanha a vida chova e eu canto no meio dia .
Sabe meu amor descer assim escorrendo por dentro e por fora do meio do todo rasgado , e luz e gozo e dor da flor, do amor que surge da palavra da alma. Da calma da raiva da calada língua cortada.

Poetas

Poetas são dores
Poetas os donos de amores
Poetas fedores
Ar, dores
Assim, um cheiro. Assim
Aroma, perfume de flores
Ardores.
Poetas.
Dores.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Cabeça de gozo


Quero que entrem em minhas entranhas me fodam por dentro me fodam por fora,
Navalha quente, faíscas de fogo rasgando , o sangue escorrendo a saliva vapor ...a volúpia no ar, meu corpo é mente em gozo! A cabeça tremendo e girando o ritmo frenético , ecxtasiante. Ninguém segura meu gozo, meu rosto de fogo meu torço torcido, meu olho com brilho negro. A linha rasa , rasa como lamina que escorre na pia , como chuva tremula, como gotículas rasantes descendo pela pia . Uma banheira transborda. (meu refrigerador não fucionaaa) a dor a flor , a cor a dor a cor a flor a flor o clamor, arromba, ahhh, aiierih. Não não não funciona...

Faz frio


Partes do passado( fragmentos antigos)

A brisa nas ruas de São Paulo é de congelar os rostos. Pela manha pessoas saem ao trabalho, algumas de carro, umas de ônibus outras em táxi-sola mesmo. As que estão nos seus carros encontram algum conforto em seus ares-condicionados; aquelas do ônibus se espremem no transporte lotado e fecham os vidros para tentar amenizar o frio , inútil. E, as táxi-sola congelam a cada passo nas calçadas. Realmente o inverno não é bem quisto por todos os paulistas.
A temperatura baixa e as poucas chuvas e chuviscos fazem do inverno, para muitos, uma estação desgostosa em São Paulo. Mas, as tardezinhas frias ficam mais quentes com um cineminha ou chocolate quente debaixo das cobertas vendo um bom filminho - daqueles de casinha da seção-da-tarde. Ahmm, muito melhor principalmente se na companhia da namorada (o). O inverno concebido deste modo fica muito mais gostoso.
E que história é essa de o frio ser chato para se vestir? Nesta época do ano as pessoas ficam mais elegantes, formosas. Ainda com todas essas delicias que só o inverno propicia, sua típica temperatura o faz ser mal-amado por muitos. E podem dizer sobre tudo, ´´- o inverno é frio -``.
Anda-se nas ruas e em qualquer esquina o vento gelado passa correndo, parece cortar a pele...
Mas o frio que me congela, por vezes, e também a outros não é climático. Caminham em avenidas, bairros, favelas, em todo lugar é frio. No casaram com lareira ou aquecedor, é frio. No carro blindado de vidros fume se esconde uma pessoa, alguém que não quer ser tocada por ninguém, alguém que fecha os vidros para que não o vejam nem venham lhe incomodar pedindo esmolas; esse também tem frio igual àqueles ditos indigentes, deitados nas paredes cheirando a mijo do viaduto. As centenas de milhares de pessoas caminhando, paradas, sentadas, deitadas... Tem frio. Algo esta mais gelado do que o vento que bate nos corpos. E não é o inverno.
O caminhar é trocado pelo correr desesperado sempre com medo de perder a hora de algo (o banco que fecha as 4 da tarde, as compras que precisam ser feitas?). Não são as horas que estão se perdendo nem os ponteiros do relógio. Nossa vida os instantes de segundos únicos, as horas, meses , dias anos ; que mão sorrateira ingrata nos roubou?
O respirar é fraco sem força , desanimo. Os olhos abrem e “não se vê nada”. Nada. As mãos frias congelam com medo do toque, os braços, a nuca, o rosto. Todo corpo e ser quer ser casca, apenas carapaça. A crueldade nos assola, não é o inverno que congela-nos, são nossos corações. Petrificados, nossa alma repele o outro. Sombras que como eu caminham perdidas, inconscientemente tenta agarrar o toque . Você não a vê ela não a vê ela não te vê , não se vêem.Olhares, a fome e suplica de contato.
Às vezes esbarrar em outro alguém que passa na rua, só para sentir o toque, por mais bruto, estranho-cortado que pareça. Ah, um ombro roubado.
Se os ouvidos fecharem os olhos, será que se escutam gritos chamando, escorrendo lágrimas sozinhas?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Que isso?



Ou, por acaso ou por caso demorado. Enfim nada ou tudo isso importa? Eu sei lá só quero achar a minha , a minha porta ora, entrar , depois bater delicado no batente marrom marfim. Ou sei lá quero mesmo é liberdade, liberdade presa ou livre? Não sei se ela existe plena, se sua linha tem fim ou não. Sinto que não. Alias sentir é duro e sensível, duro após rebentos, sensível após leves chamegos ou alguma coisa que me achegue. Ho ho hou. Pare pare pare pare pare pare pare, ahm, um basta. O enjôo , aquelas coisas mornas com sabor de quem sabe um nada do tudo. E o tudo, bem, são fragmentos, são momentos. Nos momentos quero ser mais livre do que eles me permitem, talvez queira ver o sol nascer em tons roxos, roxos e insanos. Deliberar-me no prazer. Ah, só um pouco.
E a pouco as coisas em mim doíam muito, muito! Agora na hora que sinto-escrevo, não sei o estado. Sei que não dói ou meu corpo identifica diferente. – algo me diz que esse texto não é um texto – Talvez após a dor venha a leveza e após a leveza a intensidade. Acho que estou para a ultima mutação.
Cansei das palavras, ou elas de mim. Isso pouco importa, pouco interessa. Melhor parar de escrever antes que me doa a testa.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

[....]


Um grito explodi no meio do infinito. A pálpebra imóvel assim como olhar montes durante a noite, durante a neblina que cai , o orvalho úmido e cheio de vida brotando por entre folhas quase que secas. Perto e distante o sentimento, as sensações sufocante, grudentas. Deitando água negra e lodosa, pegajosa; A dor. A angustia momentânea, marcante. Cicatrizes que ficaram velhas quase invisíveis, diluídas pelo gasta-gasta da pele, do coro marrom do corpo. E talvez tudo que queria seria dormir, fugir do tormento do chuto-me-lá chuto-me-cá. Provocação impregnada do eu para o eu, fora e dentro como suco de uma mesma fruta múltipla.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Teto...Manhã...Corpo largado...Grama...Lascivo


Rosas descendo, escorregando. Águas claras, peixes mortos boiando, boiando. O sol reflete a imagem do céu azul e branco, o vapor que vem dos peixes féde no ambiente. Nada como ver o sol nascer escuro e belo por entre as nuvens, talvez mais belo o sol naturalmente amarelo? Um dia como outro, ou confuso em sua não normalidade, assustar às vezes a calmaria e falta da falta. Acordar, olhar o teto vê-lo diferente, de alguma forma notá-lo ali estático e preciso, com sua função que lhe cabe. Teto tem função, ele é coisa ou bicho, ou é teto e pronto? Ele quieto sustentando ali seu estado quase sempre único .

Ah, seis e meia da manhã, uhh. Vontade de dormir mais um pouco, de apenas escutar pássaros gorjeando em meus ouvidos pousando aos pés da escada da varanda, e folhas , folhas correndo no corredor, invadindo a sala. Vontade disso. Mas o galo, aqui dentro, dentro da cachola, insiste em berrar desafinado e repetido como em quase todas manhãs , vem e me tira o bom ou o ruim.me tira... Boa e velha vontade de deitar de apenas largar o corpo.

Corpo largado,
Corpo rasgado
Furado, só no talo
No meio estado
da impossibilidade
Perto e longe
Múltiplos estados
Saudade e vontade
Coisa toda profana, não.
Coisa linda, insana.

Sabe, acho assim pensando agora, que nos meus poucos anos de viver , trago como , sim sim e por que não? Os momentos de deitar-se sobre grama e sobre corpo, os melhores. Uuu deitar sobre outro corpo, a isso sim é o bom da vida. Se esparramar como um ovo na frigideira, iniciar a queimação interna e depois externar em sorriso e gozo , gozo! Ah!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Mutação


A mutação de uma flor, que transformada cria assas , cria sons e tons da água.
A mutação de um ser que cria ouvidos nos olhos e olhos nos ouvidos. Transfiguração do ser que se recria. E o que será essa mutação aqui, agora em mim?
Sinto um leve soco do vento no meu rosto. E todas essas buzinas e berros dos passageiros nas ruas, passageiros do tempo ou sei lá do que. E aqui parece que o tempo mudou por completo ou eu estou louca, ou as horas estão correndo de mim, e toda vez que eu olho pro relógio ele me encara e diz – To te roubando, mais uma, te roubando!
Hoje, uma moça passou ao meu lado na rua, comentava que à noite passada um cafajeste lhe roubou a carteira... Sorte a dela, e eu que sinto a todo momento, alguém não importa quem, as vezes o farol , o banco, as calçadas até mesmo o relógio do meu bolso; mas sempre aquele murro no fígado e algo que me sussurra aos ouvidos –você esta atrasada...Me rouba,o tempo.
Esse cinza rodopiando em mim, droga de alucinações! Premonições que parecem vir de outro mundo. Só me faz ficar mais lúcida de que se esgotam minhas horas. Quem dera tivesse recebido uma carta avisando-me das minhas poucas horas, uma semana antes que fosse –melhor, melhor, tivesse recebido logo que nasci. Essa incerteza passar não precisaria.
Porra! Fui adestrada pr´acompanhar os ponteiros, e eles agora querem me sufocar? Vá pra merda. - Sê quê corre, me chuta na bunda, faze minha cara lambe o chão? Vamo vê então...
Você ainda continua me olhando( relógio), quê me come pelos olhos é? Quê?... Quê?... Não adianta não.
Todos meus 20 e poucos anos vividos , corri sim, fiz tudo que você quis, ia lambendo toda hora que você me apertava. De tanto corre, corre, correr atuou. To tonta, embriagada com o tictatear dos ponteiros, nocauteada pelo passar do instante. Mas basta.
Olha bem, ó...Pode-se prender alguém por quase toda sua vida, ate mesmo pela vida inteira. Pode-se sim , ate o momento que as facas conseguirem ir cortando, cortando, perfurando; ate o momento em que elas não forem quebradas, entortarem na carne que repele e explode o metal acido que lhe fere... O tempo pode passar e nem perpassar por mim o tempo pode me come sem que eu me alimente. O tempo pode me matar sem que ,(droga droga droga), tenha vivido. Merda! Que estou fazendo aqui olhando, falando para um espelho. Mas uma vez esse gosto salgado das lágrimas, das lágrimas amargas, fardas. Aaaa vem cá, vem... – ixii, já to bêbada , bem que a porra do meu marido dizia “ – O bom é que mulher quando bebe faz sexo e não amor a bosta é, ou se lamenta e chora, e chora ”Canalha,preconceituoso , idiota!... Ah, não consigo mais uma vez segurar o passado distante e imaculado de mim...talvez ainda viva nele e corra atrás como um rato faminto?
Não, não. Eu não quero procurar um fim, e muito menos saber do próximo instante. O fim começa no agora, em cada.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Escorrendo



Preciso dizer. Escorrer como sangue, como gota de saliva quente e efevercente. Febre de dentro,de fora holocausto claustrofóbico. Doentia toda qualquer forma que em mim se apresenta. Nuvem que a principio suja entre as outras leve-molente. Assim. Volta febril com toda fome jorrando do seio da incapacidade de parar no pensar. Uma linha. Coisa livre, forma não, não tem.
Será possível. O que suporta a dor quando estrala em si para... para o que? O todo, e todo lá existe... Ah, pensar em todo, na firmeza que constroe reta tonta, tremula como mola virgem e velha voltada ao espelho nua escorrendo óleo, graxa e sangue por entre seus seios vistosos novos e gordos, firme da sua sexualidade de sua vida. Firme crua.
Quero lá saber de amor?! Bicho ou troço-espécie que aparece repleto de cascas finas, delicadas e ásperas. –ah, são tantas casquinhas que todas não podem. É chuva pode bela e múltipla, é chuva que pode ser nada, apenas atraso ou dura perda do momento. – E mais uma perda, sinto que morro.
E penso em palavra que diga, que diga o que? Sei não, queria apenas. Como a palavra teima em nós ser uma tentativa frustrada de que há de se comunicar, só não pode. Mas cresce e quase sempre segura e cega. Assim pelo menos a mínima similaridade com o amor. Cego, cega. Tentar ver, sim, pois sim. Ver sempre há de se querer, tolo. Sentir, sentir belo e claro a sensação. A afronta que rasga o vidro , soca o vidro só pra furar, pra tentar nascer.Em horas confusas, ah sim, brotar lisa confusa e imperceptível ao diálogo proposto. Identificação que fica no quase, num quase. O quase que quase sempre parece o clímax do acaso. Pensar que exista o clímax do invisível, é fazer invisível o gozo possível existente e que abre suas pernas quentes e esguias, duas pernas de cadeiras num quarto vazio.
E fico aqui. Acabo nas minhas linhas de letras tortas e tontas.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Linha



Deter o foco. Alienar-me de tudo mais que existe.

Sabe. Lembra um algo muito gracioso, bonito e leve como... Sim, sim, a infância. Traçar linhas “repetidas” e totalmente diferentes. Em cada curva ou reta nova. Novo, é nova cada forma “repetida”, e essa linha que só finda ao final da teimosa linha do caderno. A linha do caderno é feia quer sempre um quase, um quase e fim. As formas que por autoridade me obrigavam a reproduzir na infância é uma linha sem fim, um fim.

Idiota, idiota. A linha do caderno quer limitar a livre-linha minha.

Deter o foco. Alienar-me de tudo mais que existe. Satisfazer a vontade que quase grita: De um quero. Sei não o que, só sei querer. Assim, assim apenas. Intrigante. Sacia mais e mais que o antes que era, sim, normal e tão cheio de muitas coisas, cheios de tudo-nada.
Vai alem, mais do que ver ou ler um complexo conteúdo filosofal ou qualquer coisa gorda e cheia de palavras suculentas-a-venda.